Mercado de FIDC deve continuar avançando em 2019

Depois de fechar o ano de 2018 com captação líquida positiva, superando pela primeira vez na história a marca de R$102 bilhões em patrimônio, o mercado de FIDC deve continuar avançando neste ano. As emissões desse tipo de fundo apresentaram no primeiro trimestre um forte volume, o equivalente a R$ 24,7 bilhões, segundo dados da consultoria Uqbar. Se comparado com o mesmo período do ano passado, isso representa crescimento de 125%.

Uma série de mudança que estão sendo discutidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devem promover mudanças para alavancar esse mercado. A autarquia deve pautar para o segundo semestre uma audiência pública que vai revisar as regras dos fundos. O objetivo é simplificar algumas exigências, principalmente de custodiantes e administradores, já que agora entraram nesse jogo as registradoras eletrônicas.

“Os players de mercado e o próprio órgão regulador, na figura da Comissão de Valores Mobiliários, entendem que é preciso criar mecanismos para simplificar determinadas exigências, principalmente na ponta do custodiante e da administradora”, afirma Rafael Pizzardo, sócio-diretor da Fromtis, empresa especializada em tecnologia e serviços para o segmento de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios. “É sabido que hoje há um peso excessivo por parte do custodiante. Então é necessário balancear melhor os papéis das diferentes partes”, avalia.

A Fromtis, que conduz o segmento de software no mercado de FIDC Multicedente/Multisacado, com 70% dos recebíveis no mercado brasileiro passando pela infraestrutura tecnológica da companhia, pretende ampliar seu escopo de atuação já vislumbrando esse cenário. A companhia, que já atende instituições do mercado como Socopa Corretora, Bradesco, Deutsche Bank, Santander, CM Capital, Angá Asset, entre outros, tem planos de crescimento de 25% ao fim deste ano.

O executivo avalia que, com a evolução do mercado de securitização, o amadurecimento dos players que atuam nas diferentes pontas – seja na parte custodiante, na administração ou na gestão -, somado à tecnologia financeira e à participação ativa do órgão regulador, são elementos primordiais para o fortalecimento da indústria de FIDCs. “Seguindo o otimismo, devemos observar uma expansão dos ativos captados, dos fundos emitidos e de novos players surgindo na gestão de recursos e na indústria fiduciária”, diz Pizzardo.

(Redação – Investimentos e Notícias)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *